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GeneXus - Manufatura Enxuta

Informe-se sobre a filosofia japonesa de gestão “Lean Manufacturing” aplicada à cadeia de software com o GeneXus, que entre outros objetivos inclui obter maior qualidade a um preço mais baixo.

 

Por David Giordano I + D na de Larrobla & Asociados.

Falarei sobre uma das filosofias que venho utilizando faz já um tempo na implementação de ferramentas de automatização.

O que é Manufatura Enxuta? (Lean Manufacturing)

Segundo a Wikipédia:

"É uma filosofia de gestão focada na redução dos 7 tipos de ‘desperdícios’ - super-produção, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos- em produtos manufaturados.Ao eliminar o esbanjamento, não só a qualidade melhora, além disso, o tempo de produção e o custo diminuem. As ferramentas “lean” (em inglês, “magro”) incluem processos contínuos de análise (kaizen), produção “pull” (no sentido de kanban), e elementos e processos “a prova de falhas” (poka yoke).”

Os princípios chave de Manufatura Enxuta são:

• Qualidade perfeita à primeira
• Minimização do esbanjamento
• Melhora contínua
• Processos "pull"
• Flexibilidade
• Construção/Manutenção de relações

Em Internet podem encontrar muito material sobre o assunto, portanto não vou aborrecer fazendo mais longo o artigo.

Que relação existe com a engenharia de Software?

Embora as origens provêm da engenharia industrial, a filosofia e seus conceitos são aplicáveis em todos os ramos da engenharia.
Hoje em dia, os clientes exigem uma maior flexibilidade nos produtos, querem entregas menores e com mais frequência, e é obvio, requerem que todo produto resultante tenha maior qualidade a um preço muito menor.

Portanto, se os clientes exigirem mais de nós, teremos que fazer muito mais para conseguir deixá-los satisfeitos, visto que cada necessidade do cliente afetará de alguma forma cada parte do processo de fabricação (até a entrega, instalação e manutenção do produto).

Somente um fator pode fazer a diferença, e um só fator pode fazer que uma empresa obtenha o sucesso (ou o fracasso?).
A fim de satisfazer os "clientes", os fabricantes de software estão ampliando seu alcance e focando-se -entre tantas outras coisas- em tentar seguir a filosofia da Manufatura Enxuta. O objetivo que perseguem: abranger a maior quantidade de processos procurando contribuir a melhorar a qualidade e o aumento das utilidades.


Minha experiência

Trabalho em uma empresa cujo produto principal é um Core Bancário (Bantotal). O mesmo é posto a prova a cada dia com novas exigências e funcionalidades, algumas delas muito especializadas, como o caso das Microfinanças. Apliquei a filosofia no setor onde trabalho faz já um tempo, tanto no desenvolvimento de ferramentas de automação como nos processos que as suportam.

Atualmente, estas ferramentas estão ocupando um papel primordial no processo diário de produção, deixando claro que a filosofia, quando é bem aplicada, realmente funciona.

Agora nos encontramos em um caminho para todo o relacionado com Release Management, deixando de lado os problemas simples, e começando a encarar soluções para problemas mais complexos a solucionar a futuro. Muitos destes temas estão envolvidos em exigências, normativas e leis impostas no mercado, como é o caso da normativa 4609 do BCRA (Argentina), a lei Sarbanes-Oxley (SOX) e Basilea II / III.

Quem são meus clientes? Qual é a necessidade da empresa?

Meu trabalho é implementar ferramentas (uso interno e externo), portanto "meus clientes" é um espectro muito variado.
Atualmente estou trabalhando em vários projetos simultaneamente, todos relacionados com várias etapas do processo de desenvolvimento de software com o GeneXus.

O projeto no qual há maior enfoque nestes momentos é denominado Quirón, o encarregado de automatizar o processo de “Release” dos produtos de trabalho da empresa. O objetivo do projeto é obter que o produto de saída final, tenha "Qualidade perfeita" no início, procurando minimizar o "esbanjamento" e o "re-trabalho".

Neste cenário, a empresa colocou a necessidade, analisaram-se os problemas e chegamos a uma conclusão: não é possível conseguir melhorar a qualidade do produto final melhorando apenas o último elo da cadeia de produção. Era necessário implementar melhoras em etapas mais precoces, incorporando qualidade e automatismos em cada passo da linha de trabalho. Portanto, a efeitos de possibilitar esse cometimento, buscou-se e localizou o ponto de quebra onde se devia começar a trabalhar para obter um produto de saída 5 estrelas.

Automatismos em processos cotidianos

O cliente "vedete" dos últimos tempos é o setor encarregado da integração, build, e distribuição dos produtos de trabalho (desenvolvimento e manutenção). Internamente denominado "O setor de Fontes e Envios". Nesse cenário, aplicaram-se os princípios chave e desenvolveram-se ferramentas que ajudam ao setor em seus processos diários. A intenção: injetar no menor tempo e da melhor forma possível, a maior quantidade de automatismos que assegurem a qualidade do processo completo.
Quero deixar claro que este tipo de projeto não é possível sem as pessoas.
Agora o pessoal deixa de ver a árvore para começar a enxergar o bosque. E, por que me refiro a isto precisamente? Porque muitas pessoas associam o automatismo e a eliminação de tarefas sem valor com as demissões e remoções de cargos.
Entretanto, não é assim; as pessoas somente param de britar pedra para começar a trabalhar em problemas mais complexos, realizando tarefas com maior nível de complexidade, permitindo oferecer soluções a problemas complexos, o qual se alinha com a filosofia de Manufatura Enxuta.
No entanto, atualmente é muito cedo ainda para medir resultados e só se trabalhou em um conjunto de elos (ainda resta chegar ao final da cadeia de produção: ao cliente de meus clientes); mais que nada lhes queria apresentar esta filosofia no processo de automação da linha de produção.

Mais adiante comentarei sobre o processo completo, sua correlação com Manufatura Enxuta e sobre algumas outras práticas e filosofias relacionadas, tais como Poka Yoke e Jidoka. E claro, não faltará algum comentário sobre a experiência obtida em todo o caminho percorrido.

Por último, deixo a vocês uma pergunta: Alguém na Comunidade teve experiências com automação da linha de produção?

Publicado por David Giordano em Moving Forward, Opening New Doors